A Síndrome do Edifício Doente

Por Danielle Denny e Ivani Lúcia Leme

A poluição do ar é preocupante, principalmente nas grandes cidades, mas não temos ideia de que o perigo também está dentro dos edifícios, comerciais principalmente, onde a circulação de pessoas é maior. Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, passamos 80 a 90% de nossas vidas em ambientes fechados, respirando em torno de 10 mil litros de ar por dia. read more…

Segundo a ONU, água poluída mata mais do que violência

A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU.

“A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras”, disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado “Água Doente”, lançado para o Dia Mundial da Água, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas “zonas mortas”, sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.

A diarréia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e “mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada.”.

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

“Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto”, disse o diretor da Unep, Achim Steiner, “O esgoto está literalmente matando pessoas.”

Fonte: revista Info.

Qualidade da água

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A Portaria 2914/11 do Ministério da Saúde estabelece que a água produzida e distribuída para o consumo humano deve ser controlada. A legislação define também a quantidade mínima, a frequência em que as amostras de água devem ser coletadas e os limites permitidos.

Quando as amostras da rede de distribuição apresentam resultados fora dos padrões estabelecidos, o problema é imediatamente solucionado para que a qualidade volte ao normal. Depois de todas as providências tomadas, a água passa por novos testes.

Saiba quais são os parâmetros analisados e suas finalidades:

  • Cloro e cloroamoniação – O cloro é um agente bactericida. É adicionado durante o tratamento, com o objetivo de eliminar bactérias e outros micro-organismos que podem estar presentes na água. O produto entregue ao consumidor deve conter, de acordo com o Ministério da Saúde, uma concentração mínima de 0,2 mg/l (miligramas por litro) de cloro residual.
    Com o mesmo objetivo, algumas localidades utilizam o método de cloroamoniação no processo de desinfecção da água. De acordo com a Resolução SS nº 50 de 26/04/1995 da Secretaria de Estado da Saúde, a água destes sistemas deve conter um mínimo de 2,0 mg/l como cloro residual total.
  • Turbidez – É a medição da resistência da água à passagem de luz. É provocada pela presença de partículas flutuando na água. A turbidez é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto, e o valor máximo permitido de turbidez na água distribuída é de 5,0 NTU.
  • Cor – A cor é um dado que indica a presença substâncias dissolvidas na água. Assim como a turbidez, a cor é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto. De acordo com a Portaria, o valor máximo permissível de cor na água distribuída é de 15,0 U.C.
  • pH – O pH é uma medida que determina se a água é ácida ou alcalina. É um parâmetro que deve ser acompanhado para melhorar os processos de tratamento e preservar as tubulações contra corrosões ou entupimentos. Esse fator não traz riscos sanitários e a faixa recomendada de pH na água distribuída é de 6,0 a 9,5.
  • Coliformes – Grupo de bactérias que normalmente vivem no intestino de animais de sangue quente. Alguns tipos ser encontrados também no meio ambiente. Nos laboratórios da Sabesp, são realizadas análises para identificar uma possível contaminação.
  • Flúor – O flúor é um elemento químico adicionado à água de abastecimento, pois auxilia na proteção dos dentes contra a cárie.
    O teor de flúor na água é definido de acordo com o clima e a temperatura de cada região, pois isso afeta o consumo médio diário de água por pessoa. Para o Estado de São Paulo, o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l (miligramas por litro), podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/l. A ausência temporária ou variações da substância não tornam a água imprópria para consumo.

Fonte : http://site.sabesp.com.br

Monitoramento da qualidade da água

Monitoramento da água

A contaminação da água por microorganismos ou substâncias químicas em quantidades fora do recomendável contribui para a causa de diversos problemas de saúde no homem. Apenas no Brasil, cerca de 60% das internações hospitalares são devidas a doenças veiculadas pela água.
A má qualidade da água também pode causar diversos prejuízos econômicos, danificando equipamentos e interferindo na qualidade final de produtos.

Empresas de saneamento realizam o tratamento para disponibilizar água em condições adequadas, entretanto, é recomendado o Controle de Qualidade da Água periodicamente como medida preventiva, em laboratório especializado, com base na Portaria Nº 2.914, de 12 de Dezembro de 2011 do Ministério da Saúde.

Com a análise e monitoramento da água fatores como a corrosão de equipamentos, alterações de qualidade e crescimento de fungos e bactérias que tanto prejudicam a saúde quanto causam prejuízos a qualquer estabelecimento podem ser evitados.

Análise microbiológica de superfícies

microbiologia

A análise microbiológica de ambientes envolve também a análise de superfícies, equipamentos industriais devem ser monitorados para evitar corrosões, danos ao seu funcionamento e contaminação dos produtos, superfícies onde são manipulados alimentos devem estar livres de microorganismos que podem ser danosos à população e ambientes hospitalares devem prezar pela limpeza de forma a evitar a propagação de doenças e infecções.

Os testes podem ajudar a avaliar a eficácia de suas práticas de limpeza e de biossegurança.
A BiotécnicaLab recomenda uma verificação freqüente de superfícies, utilizando a técnica de Swab e Rodac.  Rodac são placas contendo meio de crescimento que são suavemente prensadas diretamente contra a superfície plana retirada de amostra, enquanto Swabs podem ser usados em superfícies planas ou irregulares, tais como cantos ou paredes e podem ser aplicadas com muito mais força do que placas de contacto.

A Biotécnica tem as soluções para o atendimento à legislação sanitária vigente, e os profissionais devidamente treinados para fazer análises, seguindo rigorosamente os padrões exigidos por protocolos nacionais e internacionais.

A importância da análise qualidade do ar em ambientes internos

ar

A qualidade do ar de interiores tornou-se um tema de pesquisa importante na área de saúde pública. Esse interesse ocorreu após a descoberta de que baixas taxas de troca de ar em ambientes fechados ocasionam um aumento considerável na concentração de poluentes químicos e biológicos no ambiente.

Nessas últimas décadas, houve um grande aumento de queixas relacionadas à qualidade de ar em locais fechados, principalmente em edifícios de microclima artificial. Essas queixas geraram variados estudos em diferentes países e períodos, a EPA (Environmental Protection Agency) reportou que em diversos ambientes o ar interior pode estar até 10 vezes mais poluído que o ar externo, e que cerca 75% dos ambientes fechados pesquisados têm problemas com Vírus, Bactérias, Germes, Ácaros, Fungos, Mofos e substâncias químicas nocivas.

Segundo a OMS, atualmente mais de 2 milhões de pessoas morrem por ano devido a enfermidades causadas pela contaminação do ar interior.  O mesmo órgão indicou ainda que 1,1 milhão de mortes poderiam ser evitadas se as normas de segurança fossem respeitadas.

Sendo assim, na atual condição de vida nas cidades, na qual passamos a maior parte do tempo em ambientes fechados, fica clara a necessidade de se fazer um monitoramento e análise da qualidade do ar para a segurança, saúde e bem-estar de todos.

Cientistas descobrem Bactéria que produz Ouro

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Cientistas da Universidade de Michigan descobriram uma bactéria capaz de produzir ouro 24 quilates. A bactéria teve 99,9% de eficácia ao processar cloreto de ouro e gás natural em ouro puro.

Segundo os responsáveis pelo projeto, Kazem Kashefi e Adam Brown, o trabalho seria uma “alquimia microbiana”. Foi preciso encubar a Cupriavidus metallidurans por aproximadamente uma semana  para transformar o produto tóxico. A bactéria precisa ficar o tempo inteiro exposta ao cloreto de ouro para conseguir produzir o elemento.

Os cientistas também perceberam que a bactéria é cerca de 25 vezes mais resistente aos ambientes tóxicos do que se imaginava. O site Ubergizmo lembra que a Cupriavidus metallidurans foi descoberta em 1976 em uma fábrica de processamento de metal.

Os pesquisadores lembram que o cloreto de ouro é mais barato do que o ouro, mas os custos do processo de produção não resultariam em uma margem de lucro tão alta.

Fonte: Info.abril.com.br\Notícias\Ciência

O que é Biofilme?

Tecnicamente, biofilmes são uma conglomeração de bactérias, fungos, algas, protozoários, resíduos ou produtos de corrosão aderidos em uma matriz auto-produzida e secretada de Substâncias Poliméricas Extracelulares (SPE).

A SPE pode ser composta de polissacarídeos, proteínas, ácidos nucléicos e lipídeos. Essencialmente, um biofilme pode se formar quando bactérias aderem a superfícies em ambientes aquosos e começam a excretar SPE, uma substância pegajosa e grudenta que pode ancorá-las a todos os tipos de materiais, tais como metais, plásticos, partículas de solo, materiais de implantes médicos e tecidos. Uma vez ancoradas a uma superfície, os microrganismos do biofilme carregam uma variedade de reações prejudiciais ou benéficas (para os padrões humanos), dependendo das condições ambientais circundantes.

Um exemplo de reação benéfica é a aplicação de biofilme para degradar cloreto de vinila, um solvente tóxico que pode contaminar o lençol freático e colocar em risco os recursos de água potável.

O biofilme funciona como uma barreira hidratada protetora entre as células bacterianas e seu ambiente. Ele facilita a sobrevivência sob condições adversas e insultos ambientais tais como radiação ultravioleta, estresses físico-químicos, dessecação e suprimento insuficiente de recursos nutritivos. Por estas razões, na natureza a maioria dos micróbios vive como comunidades em biofilmes.

Por outro lado, uma vez que as bactérias em biofilmes são mais resistentes a antibióticos, a formação de biofilmes em dispositivos médicos invasivos e tecidos danificados, tais como cateteres, articulações prostéticas e válvulas cardíacas é uma constante preocupação médica.

Para a indústria, os biofilmes custam bilhões de dólares por ano em equipamentos danificados, contaminação de produtos e perdas energéticas. O fenômeno do biofilme impacta uma ampla gama de indústrias, incluindo a indústria do petróleo, de especialidades químicas, da saúde, de produtos domésticos, de água potável, mineração e utilidades.

Nem tão pura assim

Pesquisadora da Fiocruz encontra bactéria causadora de graves infecções em garrafas e galões de água mineral. A falta de limpeza adequada dos recipientes pode ser a causa da contaminação.

Por: Sofia Moutinho

A água contaminada é uma das principais causas de doença em países menos desenvolvidos. Por isso, todo cuidado é pouco quando se trata da ingestão desse líquido. Nem mesmo a água mineral está livre de perigo.

Uma pesquisa do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descobriu um alto índice de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em galões e garrafas de água vendidos no Brasil.

A P. aeruginosa, vulgarmente conhecida como bactéria de nadador, causa infecções urinárias, sanguíneas e respiratórias e pode levar à morte, principalmente pessoas com imunidade baixa. Atualmente, essa bactéria é a terceira maior responsável por infecções hospitalares no Brasil.

Entre os galões, 40% estavam contaminados com a bactéria contra apenas 2% das amostras das garrafas.

A pesquisa analisou 100 galões retornáveis de 20 litros, 50 garrafas de 1,5 litro e 50 de 500 ml de água mineral. Entre os galões, 40% estavam contaminados com a bactéria contra apenas 2% das amostras das garrafas.

A nutricionista responsável pelo estudo, Samara Custódio Bernardo, explica que essa discrepância se deve ao fato de os galões serem mal higienizados antes de receberem a água mineral nas distribuidoras e fábricas.

Segundo a pesquisadora, as bactérias P. aeruginosa têm alta capacidade de se unirem umas às outras e formarem uma espécie de lodo, chamado biofilme. “Essa película protege as bactérias e as ajuda a crescer e aderir à superfície dos galões, quando estes não são limpos”, explica.

Se o galão não é higienizado corretamente antes de receber a água, o biofilme permanece e contamina a nova água. Normalmente, essa película não é visível a olho nu; somente em casos graves de contaminação é possível enxergá-la.

Presença indesejável

A pesquisadora explica que a presença da P. Aeruginosa na água é comum, pois esse é o seu meio natural. O problema é que as amostras analisadas apresentaram de 3 a 48 bactérias por mililitro, quantidade acima do limite considerado aceitável pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de duas bactérias por mililitro.

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A bactéria ‘Pseudomonas aeruginosa’, conhecida como bactéria de nadador, foi encontrada em 81 dos 200 galões e garrafas de água analisados. (foto: Janice Haney Carr/ CDC)
“Quando você compra água mineral, não deveria encontrar esse tipo de microrganismo, pois os galões e garrafas passam por uma série de processos de desinfecção”, comenta Bernardo.

Apesar da descoberta desagradável, a nutricionista verificou que nenhuma das bactérias encontradas era resistente a antibiótico. “Essa é uma boa notícia, pois indica que os microrganismos que isolamos vieram do ambiente natural e não são os mesmos encontrados em ambientes hospitalares”, afirma.

Descuido também em casa

“Em muitas casas e estabelecimentos comerciais, as pessoas reenchem o galão com água do filtro sem fazer a higienização correta”.

A pesquisadora alerta que, além do descuido das fábricas, a falta de limpeza também é comum entre os consumidores. “Em muitas casas e estabelecimentos comerciais, as pessoas reenchem o galão com água do filtro sem fazer a higienização correta.”

Para combater a bactéria, Bernardo recomenda que sempre se passe álcool 70 na boca do galão de água mineral quando aberto e também no suporte que irá recebê-lo. Esse mesmo procedimento é indicado para as garrafas que armazenam água filtrada em casa, que não devem ser reutilizadas sem a higienização.

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